Na Flip 2019, Maureen Bisilliat relançou um de seus livros mais importantes, Sertões: luz & trevas, editado agora pelo IMS. Mas a fotógrafa nascida na Inglaterra (e que hoje atua mais como documentarista) foi além em sua conversa na Casa do IMS, em Paraty. Falou, por exemplo, de “A arte de perder”, como chama o diário em que reuniu fotos, desenhos e textos. Baseada nele, a coordenadora de comunicação do IMS, Marília Scalzo, deu à sua entrevista com Maureen o título  “Luto, caos e criação”.

Também falou de fotojornalismo. Ela foi uma das principais fotógrafas da revista Realidade, numa equipe em que também estava Claudia  Andujar. Contou que não tinha claras preocupações políticas à época e que admira os fotógrafos mais jovens que demonstram essas preocupações hoje.

Comentou as influências das obras de Euclides da Cunha (matéria-prima de Sertões: luz & trevas), Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade em seu trabalho e na sua maneira de ver o Brasil. E disse que continua sentindo necessidade de trabalhar sempre. “Até a palavra lazer é difícil de eu compreender.”

O acervo de Maureen Bisilliat está todo no IMS. Parte dele está na exposição Escrever com a imagem e ver com a palavra – Fotografia e literatura na obra de Maureen Bisilliat, na Pequena Galeria do IMS Rio, de 9 de novembro de 2019 a 23 de fevereiro de 2020.