O ano de 1929 foi o marco inicial da primeira grande fase da música brasileira, a chamada Época de Ouro, que chegou até 1945. Foi um período em que a música se profissionalizou, viveu uma de suas mais férteis etapas e estabeleceu padrões que passaram a vigorar dali em diante. A Época de Ouro originou-se da conjunção de três fatores: a renovação musical iniciada no período anterior com a criação do samba, da marchinha e de outros gêneros; a chegada ao Brasil do rádio, da gravação eletromagnética do som e do cinema falado; e, principalmente, a feliz coincidência do aparecimento de um considerável número de artistas talentosos numa mesma geração. Foi a necessidade de preenchimento dos quadros das diversas estações de rádios e gravadoras surgidas na ocasião que propiciou o aproveitamento daqueles talentos. Estamos falando de compositores como Noel Rosa, Lamartine Babo, João de Barro, Assis Valente, Ismael Silva e Custódio Mesquita; cantores como Mário Reis, Sílvio Caldas, Almirante, Carlos Galhardo, Carmem e Aurora Miranda; Marília Barbosa e Moreira da Silva; além de músicos como Luperce Miranda, Radamés Gnattali, Carolina Cardoso de Menezes e Benedito Lacerda. A todos esses talentosos artistas, se juntaram os que já vinham escrevendo a história da nossa música como Francisco Alves, Vicente Celestino, Araci Cortes, Cândido das Neves e Pixinguinha.

Bloco 1
Gavião calçudo (Pixinguinha) – Patrício Teixeira
É sim senhor (Eduardo Souto) – Francisco Alves
O destino Deus é quem dá (Nilton Bastos) – Mário Reis

Bloco 2
Linda flor (Ai, ioiô) (Henrique Vogeler, Luís Peixoto e Marques Porto) – Araci Cortes
Tutu marambá (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) – Gastão Formenti
Aurora (Zequinha de Abreu e Salvador Morais) – Gastão Formenti

Bloco 3
Dorinha, meu amor (José Francisco de Freitas) – Mário Reis
Amor de malandro (Malandro) (Ismael Silva e Francisco Alves) – Francisco Alves

Bloco 4
Casa de caboclo (Hekel Tavares e Luís Peixoto) – Gastão Formenti
Lua nova (Luís Iglesias e Francisco Alves) – Francisco Alves
História triste de uma praieira (motivo popular sobre versos de Adelmar Tavares) – Stefana de Macedo

Bloco 5
Gosto que me enrosco (Sinhô) – Mário Reis
Novo amor (Ismael Silva) – Mário Reis
Vamos deixar de intimidade (Ary Barroso) – Mário Reis

Bloco 6
Jura (Sinhô) – Araci Cortes

 

 

Baseado no livro “A canção no tempo”, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello
Adaptação, pesquisa e texto: Carla Paes Leme
Locução: Cláudia Diniz
Sonorização: Filipe Di Castro
Edição: Carla Paes Leme e Filipe Di Castro
Supervisão: Francisco Bosco

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