O ano de 1949 viu a fundação, em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo, da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, o primeiro estúdio em moldes profissionais no país e, sem dúvida, o mais importante da década de 1950. A companhia – fundada pelo produtor italiano Franco Zampari e pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho – era alimentada por empresários paulistas e, durante seus quatro anos de existência, realizou 22 filmes de longa-metragem, dentre eles, O cangaceiro, de Lima Barreto, premiado no Festival de Cannes, na França. Foi também na Vera Cruz que surgiu uma das mais importantes personalidades do cinema brasileiro: Mazzaropi, campeão de bilheteria até a década de 1970.

Bloco 1
Brasileirinho (Valdir Azevedo) – Valdir Azevedo e conjunto regional
Que samba bom (Geraldo Pereira e Arnaldo Passos) – Blecaute acompanhado de conjunto regional
Maior é Deus (Fernando Martins e Felisberto Martins) – Francisco Alves com acompanhamento de Raul e Ritmo
Falam de mim (Noel Rosa de Oliveira, Eden Silva e Anibal Silva) – Zé e Zilda

Bloco 2
Juazeiro (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) – Luiz Gonzaga
Lorota boa (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) – Luiz Gonzaga
Mangaratiba (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) – Luiz Gonzaga e Quatro Ases e um Coringa
Cabeça inchada (Hervé Cordovil) – Adelaide Chiozzo e Eliana com acompanhamento de Carlos Matos e conjunto

Bloco 3
Jamais te esquecerei (Antônio Rago e Juraci Rago) – Antônio Rago e conjunto
Velhas cartas de amor (Klecius Caldas e Francisco Alves) – Francisco Alves acompanhado de orquestra regida por Eduardo Patané
Olhos tentadores (Oscar Belandi e Chico Silva) – Dick Farney com acompanhamento de José Maria de Abreu e orquestra
Ponto final (José Maria de Abreu e Jair Amorim) – Dick Farney

Bloco 4
Chuvas de verão (Fernando Lobo) – Francisco Alves e orquestra regista por Lírio Panicali
Passarinho da Lagoa (Fernando Lobo e Evaldo Rui) – Dircinha Batista com acompanhamento do flautista Dante Santoro e conjunto regional
Cabelos brancos (Herivelto Martins e Marino Pinto) – Quatro Ases e um Coringa

Bloco 5
Na Glória (Raul de Barros e Ari dos Santos) – Raul de Barros e Regional – choro
Vida da minha vida (Ataulfo Alfes) – Ataulfo Alves e Suas Pastoras
Pavio da verdade (Ataulfo Alves e Américo Seixas) – Dé com acompanhamento de Cópia e orquestra
Nega (Valdemar Gomes e Afonso Teixeira) – Anjos do Inferno
Normalista (Benedito Lacerda de David Nasser) – Nelson Gonçalves

Bloco 6
Pedreiro Waldemar (Roberto Martins e Wilson Batista) – Blecaute e Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo
Canta vagabundo (Roberto Martins e Ari Monteiro) – Carlos Galhardo e orquestra
Jacarepaguá (Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto) – Vocalistas Tropicais e Conjunto Odeon

Bloco 7
Chiquita Bacana (João de Barro e Alberto Ribeiro) – Emilinha Borba

 

 

Baseado no livro “A canção no tempo”, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello
Adaptação, pesquisa e texto: Carla Paes Leme
Locução: Cláudia Diniz
Sonorização: Filipe Di Castro
Edição: Carla Paes Leme e Filipe Di Castro
Supervisão: Francisco Bosco

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