Chiquinha Gonzaga viveu muito (1847-1935), mas só gravou um disco: a habanera “Argentina” de um lado, a valsa “Saudade” do outro. Ambas de piano solo. Nos discos de 78 rotações por minuto, que foram produzidos no Brasil entre 1902 e 1963, cabiam apenas duas faixas.

O registro foi em 1922, e há dúvidas de que tivesse objetivo comercial. Pode ter sido um disco de teste. Estava indo para o lixo, num sebo, quando foi salvo pelo colecionador Gilberto Inácio Gonçalves. Ele conta a história a Pedro Paulo Malta, neste primeiro episódio da série.

É praticamente certo que a voz que anuncia as faixas seja de Chiquinha. Seria a única gravação existente de sua voz.

Esse disco está entre os mais de 46 mil, todos em 78 rpm, que compõem o acervo do site Discografia Brasileira, do IMS.

 

Roteiro e apresentação: Pedro Paulo Malta

Edição: Luiza Silvestrini

Sonorização: Claudio Antonio

Gravação: Filipe Di Castro

Supervisão: Luiz Fernando Vianna

Identidade visual: Kiko Farkas

Distribuição: Mario Tavares

 

Outros episódios:

Episódio 2 – Francisco Alves no meio da história do samba

Episódio 3 – A linda morena de Lamartine

Episódio 4 – O Bando da Lua e outras vozes

Episódio 5 – Um disco, dois Pixinguinhas: ‘Carinhoso’ e ‘Rosa’

Episódio 6 – Aracy de Almeida canta o miserê e a orgia

Episódio 7 – O mar e o violão de Dorival Caymmi

Episódio 8 – ‘Asa branca’ nasceu antes de Luiz Gonzaga criá-la

Episódio 9 – Jacob do Bandolim ilumina Ernesto Nazareth

Episódio 10 – ‘Chega de saudade’, a glória final dos 78 rpm