Em 1937, ano da morte de Noel Rosa, Aracy de Almeida era respeitada como a principal intérprete do Poeta da Vila e uma das melhores cantoras brasileiras. Coube a ela gravar um disco de 78 rotações com dois deliciosos sambas de Ciro de Souza, um craque hoje esquecido: “Tenha pena de mim”, parceria com Babaú da Mangueira, e “Marido da orgia”.

Pedro Paulo Malta conversou com a cantora Cristina Buarque e o pesquisador Rodrigo Alzuguir sobre Aracy, Ciro e a história desse disco. E, graças ao também pesquisador Luis Fernando Vieira, teve acesso a um depoimento do próprio Ciro sobre os dois sambas.

Esse disco está entre os mais de 46 mil, todos em 78 rpm, que compõem o acervo do site Discografia Brasileira, do IMS.

É de Malta e Alzuguir o documentário Aracy de Almeida é coisa nossa, produzido pela Rádio Batuta.

 

Roteiro e apresentação: Pedro Paulo Malta

Edição: Luiza Silvestrini

Sonorização: Claudio Antonio

Gravação: Filipe Di Castro

Supervisão: Luiz Fernando Vianna

Identidade visual: Kiko Farkas

Distribuição: Mario Tavares

 

Outros episódios:

Episódio 1 – O tesouro de Chiquinha Gonzaga

Episódio 2 – Francisco Alves no meio da história do samba

Episódio 3 – A linda morena de Lamartine

Episódio 4 – O Bando da Lua e outras vozes

Episódio 5 – Um disco, dois Pixinguinhas: ‘Carinhoso’ e ‘Rosa’

Episódio 7 – O mar e o violão de Dorival Caymmi

Episódio 8 – ‘Asa branca’ nasceu antes de Luiz Gonzaga criá-la

Episódio 9 – Jacob do Bandolim ilumina Ernesto Nazareth

Episódio 10 – ‘Chega de saudade’, a glória final dos 78 rpm