Dorival Caymmi lançou em 1940 a mais marcante de suas canções praieiras, “O mar”. A gravação, que ocupou os dois lados do disco de 78 rotações, tinha arranjo orquestral de Radamés Gnattali.

Em entrevista a Pedro Paulo Malta, Dori Caymmi diz que sempre preferiu o pai interpretando a obra praieira acompanhando-se apenas do próprio violão, o que viria a acontecer na década de 1950.

Ele conta como a canção o fascinava e o assustava. E recorda a vez em que quase se afogou na praia do Leblon. Enquanto sua mãe lutava para salvá-lo, Caymmi se manteve estático, como se rogasse a Iemanjá pela vida do filho.

Esse disco está entre os mais de 46 mil, todos em 78 rpm, que compõem o acervo do site Discografia Brasileira, do IMS.

 

Roteiro e apresentação: Pedro Paulo Malta

Edição: Luiza Silvestrini

Sonorização: Claudio Antonio

Gravação: Filipe Di Castro

Supervisão: Luiz Fernando Vianna

Identidade visual: Kiko Farkas

Distribuição: Mario Tavares

 

Outros episódios:

Episódio 1 – O tesouro de Chiquinha Gonzaga

Episódio 2 – Francisco Alves no meio da história do samba

Episódio 3 – A linda morena de Lamartine

Episódio 4 – O Bando da Lua e outras vozes

Episódio 5 – Um disco, dois Pixinguinhas: ‘Carinhoso’ e ‘Rosa’

Episódio 6 – Aracy de Almeida canta o miserê e a orgia

Episódio 8 – ‘Asa branca’ nasceu antes de Luiz Gonzaga criá-la

Episódio 9 – Jacob do Bandolim ilumina Ernesto Nazareth

Episódio 10 – ‘Chega de saudade’, a glória final dos 78 rpm