O jongo é uma manifestação de canto e dança que era usada pelos escravizados como forma de comunicação e louvação cifrada, impossível de ser entendida por senhores e feitores. Antigamente restrita a homens e velhos, esteve para acabar, mas mulheres e jovens enfrentaram a tradição com o objetivo de não deixar que isso acontecesse. Mulheres como dona Tó, que compôs muitos pontos de jongo, foram líderes desse movimento. Suas filhas Regina e Fatinha são homenageadas na apresentação que acontece no térreo do IMS Paulista, às 11 horas do domingo 15 de dezembro, com entrada gratuita. Participarão de “Mulheres no jongo” dois dos grupos do Vale do Paraíba paulista: Jongueiras do Tamandaré (de Guaratinguetá) e Netos da Raiz (de Taubaté).

Neste programa, Solange Barbosa, produtora cultural à frente do evento, explica as características do jongo e sua importância num momento em que a cultura afro-brasileira vem sendo alvo de intolerância por parte de governos.

Mais informações sobre o evento estão no site do IMS.

Repertório

Pontos compostos por dona Tó:

Peço licença

Saudação

Bate bate, coração

Berram meus filhos, berram meus netos

Despedida

 

Apresentação: Luiz Fernando Vianna

Edição: Filipe Di Castro