Além de lançar “Canção do amor demais” (1958), um dos marcos inaugurais da bossa nova, o selo Festa, de Irineu Garcia, tornou-se notório por seus discos de poesia. Paulo Mendes Campos, que já dividira um disco com Vinicius de Moraes nos anos 1950, ganhou um só seu na década seguinte. São desse compacto as gravações que ouvimos aqui: “Um homem pobre”, “Camafeu”, “O hóspede” e “Uma coisa ou outra”. O disco pertence à coleção do editor Jorge Zahar, doada ao IMS. Paulo Mendes Campos, grande poeta, cronista e ensaísta, está novamente em voga graças ao relançamento de livros seus, pela Companhia das Letras, como “O amor acaba”.